sexta-feira, 16 de abril de 2010

Meu nome é Yasmin

        No túnel no tempo até o primeiro mês de vida de nossa herdeira:
        Estou com minha filhota, após quatro anos de casada, ela chegou. Olho para seu rostinho. Todos em volta já identificaram as semelhanças com o pai. Pele clara, olhos azuis (continuam azuis), boquinha desenhada com perfeição. Nossa branca flor. Volto ainda mais no tempo, e começo a lembrar então, da origem de seu nome e do seu significado. Coincidência?
        Acho que não comentei, sou espírita, desgarrada, mas ainda e sempre espírita. De 2000 a 2004 participei das atividades de uma casa espírita – Núcleo Espírita Eurípedes Barsanulfo. Após um acidente automobilístico, com quatro vítimas fatais, depois de ter visto a morte de perto, passei a me dedicar mais ao lado espiritual da vida. Não sou nostálgica, mas lembro dessa época com saudades. Dos trabalhos, dos irmãos, da solidariedade que encontrei ali. Momentos dolorosos também fizeram parte, mas a gratidão era o que prevalecia em meu coração. Gratidão pela vida.
        Em meio a evangélicos – tios, primos, marido, cunhada, sogros. Criada em lar católico, escolhi o espiritismo. Aprendi com esse convívio, diga-se tranqüilo, a respeitar às crenças religiosas. Acho que por isso nunca tive receios em falar desse meu lado espiritual, todos nós temos, eu apenas convivo com ele de forma natural.
        Nesse período, não sei precisar o ano, uma pequena passou a fazer parte dos meus pensamentos. Minha família e amigos próximos conhecem muito bem esse capítulo, pois foi repetido a exaustão.
        Bem, após um dos encontros da Casa, alguns presentes relataram, entre outras observações, a presença de um espírito, uma criança, linda e graciosa, que me abraçava chamando-me de mãe. Eu não a vi, não poderia, apenas sentia-me infinitamente feliz, satisfeita, e cheguei a comentar sobre esse meu estado de ânimo durante a reunião, antes que me revelassem o provável por quê.
        Dias se passaram e resolvi ter uma conversa com aquela menina. Naquela altura, ainda namorava meu marido. A receberia sim, com júbilo, mas filhos só depois do casório. Ela teria que esperar.
        Divagando assim, ouvi em meus pensamentos, um protesto, ou um lembrete informativo: - Yasmin. Ora, a menina tinha nome! Quem gosta de ser chamada de menina, moça, criatura etc.
        Estava escolhido! Com no mínimo quatro anos de antecedência.
        Depois de casadas a gente sempre ouve: - Quando a família vai crescer? - Quando vou ganhar um neto, um sobrinho, um priminho etc. Eu escutava: - E a Yasmin, quando vem?
        E em 12 de setembro de 2008, a tinha em meus braços, nossa pequena, a Yasmin - branca flor.

1 comentários:

Juliana Dalzoto disse...

Que linda história, Ioly!
Que linda história!
Tb sou espírita, desgarrada como vc disse. Nunca tive essas revelações assim, mas comigo aconteceu algo muito especial tb: quando casamos, queríamos muito um filho mas todo diziam para esperar e aproveitar a vida de casados, sabe como é.
Até que uma noite eu sonhei com o Lucas. Jamais esquecerei: Um menino apareceu para mim, lindo, meigo, com um sorriso sereno, e me disse: "Oi mamae, eu sou o Lucas".
Guria, foi uma das coisas mais emocionantes da minha vida! No mês seguinte estava grádiva, e óbvio, esperando meu menino!
Uma bênção!

Adorei conhecer a sua história!
Um beijo grande
Ju

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